quarta-feira, março 28, 2012

Rumo a Londres...


Rumo a Londres
13/03/2012 09h37 - Atualizado em 13/03/2012 10h55
Centro esportivo explica sucesso olímpico dos Estados Unidos
Em Colorado Springs, planejamento, estrutura e muito investimento estão por trás do desempenho da maior potência esportiva do mundo
Por SporTV.com
Colorado Springs, EUA


Estados Unidos, a maior potência olímpica do mundo. Na história dos Jogos de Verão, o país conquistou 2.296 medalhas - número que sobe para 2.549 contando com as Olimpíadas de Inverno. A edição de março do "Rumo a Londres" esteve em Colorado Springs, no principal dos três centros esportivos do Comitê Olímpico Americano, para revelar que, por trás do sucesso, há planejamento, estrutura e muito investimento.
O local não foi escolhido à toa. A cidade do Colorado fica a cerca de 1.800 metros de altura do nível do mar. A altitude favorece a produção de glóbulos vemelhos no sangue e melhora o transporte de oxigênio no corpo dos atletas. Mais do que as condições da natureza, no centro esportivo de Colorado Springs estão concentrados o que há de melhor em equipamentos e medicina esportiva. Tudo para o atleta se concentrar na sua preparação. É o caso da lutadora olímpica, Adeline Gray:
- Há uma diferença. Suas prioridades mudam. Eu acordo pela manhã e a primeira coisa na qual penso é luta livre. Se estou com dores vou à reabilitação e depois venho para o treino. Entre os treinos não posso fazer muita coisa, não posso fazer 19 matérias na escola, trabalhar 10 horas. Essas coisas não podem acontecer.
Esses valores têm um significado suficiente para os nossos patrocinadores para que, mesmo nos momentos difíceis, eles queriam associar as suas marcas às nossas"
Scott Blackmun
A nadadora paralímpica, Ileana Rodriguez, é um exemplo de como o centro esportivo pode desenvolver o rendimento de um atleta:
- Nos 200 metros peito melhorei quase 20 segundos. Nos 100 metros peito, mais de 10 segundos, no borboleta, neste fim de semana, melhorei três segundos da minha melhor marca em seis meses. Não dá para reclamar.
Atletas de outros países podem usar as instalações. Os americanos aproveitam a presença de estrangeiros para promover competições e trocar conhecimentos. O intercâmbio de informações também acontece na medicina esportiva. Foram gastos US$ 24 milhões (R$ 45 milhões) na última reforma da clínica esportiva. Tudo feito com dinheiro de patrocinadores e doadores. Diferente de vários países do mundo, o Comitê Olímpico Americano não recebe verbas do governo. No discurso do executivo-chefe da entidade, Scott Blackmun, os valores do esporte americano são suficientes para atrair apoio.
- O bom, em relação ao movimento olímpico, é que somos um pouco diferentes. Somos mais do que uma propriedade esportiva. Temos valores, os ideais do olimpismo, a paz pelo esporte, a promoção do espírito coletivo, amizade excelência e respeito. E esses valores têm um significado suficiente para os nossos patrocinadores para que, mesmo nos momentos difíceis, eles queriam associar as suas marcas às nossas.
Uma candidatura para receber as Olimpíadas está em curso: os Jogos de Inverno de 2022, ou os de Verão, em 2024. Sete cidades americanas chegaram a se candidatar para a edição de 2020. Mas uma disputa de divisão de receitas com o Comitê Olímpico Internacional adiou os planos. Scott Blackmun reafirma a intenção dos Estados Unidos em receber a maior competição esportiva do mundo:
- O motivo pelo qual é importante para nós sediar os Jogos é que nós não temos nenhum dinheiro governamental. Somos patrocinados pelo povo americano e os americanos ficam muito mais conectados aos Jogos quando os Jogos são disputados nos Estados Unidos ou pelo menos nos mesmos fusos horários dos Estados Unidos, do que quando acontece em outros lugares. 
Para ver o vídeo do Centro, clique aqui.

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